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Antigo Testamento

26:3 Como aconselhaste aquele que não tinha sabedoria, e plenamente fizeste saber a causa, assim como era?
26:4 A quem proferiste palavras, e de quem é o espírito que saiu de ti?
26:5 Os mortos tremem debaixo das águas, com os seus moradores.
26:6 O inferno está nu perante ele, e não há coberta para a perdição.
26:7 O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.
26:8 Prende as águas nas suas nuvens, todavia a nuvem não se rasga debaixo delas.
26:9 Encobre a face do seu trono, e sobre ele estende a sua nuvem.
26:10 Marcou um limite sobre a superfície das águas em redor, até aos confins da luz e das trevas.
26:11 As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça.
26:12 Com a sua força fende o mar, e com o seu entendimento abate a soberba.
26:13 Pelo seu Espírito ornou os céus; a sua mão formou a serpente enroscadiça.
26:14 Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder?
27:1 E PROSSEGUINDO Jó em seu discurso, disse:
27:2 Vive Deus, que desviou a minha causa, e o Todo-Poderoso, que amargurou a minha alma.
27:3 Que, enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus nas minhas narinas,
27:4 Não falarão os meus lábios iniqüidade, nem a minha língua pronunciará engano.
27:5 Longe de mim que eu vos justifique; até que eu expire, nunca apartarei de mim a minha integridade.
27:6 À minha justiça me apegarei e não a largarei; não me reprovará o meu coração em toda a minha vida.
27:7 Seja como o ímpio o meu inimigo, e como o perverso o que se levantar contra mim.
27:8 Porque qual será a esperança do hipócrita, havendo sido avaro, quando Deus lhe arrancar a sua alma?
27:9 Porventura Deus ouvirá o seu clamor, sobrevindo-lhe a tribulação?
27:10 Deleitar-se-á no Todo-Poderoso, ou invocará a Deus em todo o tempo?
27:11 Ensinar-vos-ei acerca da mão de Deus, e não vos encobrirei o que está com o Todo-Poderoso.
27:12 Eis que todos vós já o vistes; por que, pois, vos desvaneceis na vossa vaidade?
27:13 Esta, pois, é a porção do homem ímpio da parte de Deus, e a herança, que os tiranos receberão do Todo-Poderoso.
27:14 Se os seus filhos se multiplicarem, será para a espada, e a sua prole não se fartará de pão.
27:15 Os que ficarem dele na morte serão enterrados, e as suas viúvas não chorarão.
27:16 Se amontoar prata como pó, e aparelhar roupas como lodo,
27:17 Ele as aparelhará, porém o justo as vestirá, e o inocente repartirá a prata.
27:18 E edificará a sua casa como a traça, e como o guarda que faz a cabana.
27:19 Rico se deita, e não será recolhido; abre os seus olhos, e nada terá.
27:20 Pavores se apoderam dele como águas; de noite o arrebata a tempestade.
27:21 O vento oriental leva-o, e ele se vai, e varre-o com ímpeto do seu lugar.
27:22 E Deus lançará isto sobre ele, e não lhe poupará; irá fugindo da sua mão.
27:23 Cada um baterá palmas contra ele e assobiará tirando-o do seu lugar.
28:1 NA verdade, há veios de onde se extrai a prata, e lugar onde se refina o ouro.
28:2 O ferro tira-se da terra, e da pedra se funde o cobre.
28:3 Ele põe fim às trevas, e toda a extremidade ele esquadrinha, a pedra da escuridão e a da sombra da morte.
28:4 Abre um poço de mina longe dos homens, em lugares esquecidos do pé; ficando pendentes longe dos homens, oscilam de um lado para outro.
28:5 Da terra procede o pão, mas por baixo é revolvida como por fogo.
28:6 As suas pedras são o lugar da safira, e tem pó de ouro.
28:7 Essa vereda a ave de rapina a ignora, e não a viram os olhos da gralha.
28:8 Nunca a pisaram filhos de animais altivos, nem o feroz leão passou por ela.
28:9 Ele estende a sua mão contra o rochedo, e revolve os montes desde as suas raízes.
28:10 Dos rochedos faz sair rios, e o seu olho vê tudo o que há de precioso.
28:11 Os rios tapa, e nem uma gota sai deles, e tira à luz o que estava escondido.
28:12 Porém onde se achará a sabedoria, e onde está o lugar da inteligência?
28:13 O homem não conhece o seu valor, e nem ela se acha na terra dos viventes.
28:14 O abismo diz: Não está em mim; e o mar diz: Ela não está comigo.
28:15 Não se dará por ela ouro fino, nem se pesará prata em troca dela.
28:16 Nem se pode comprar por ouro fino de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira.
28:17 Com ela não se pode comparar o ouro nem o cristal; nem se trocará por jóia de ouro fino.
28:18 Não se fará menção de coral nem de pérolas; porque o valor da sabedoria é melhor que o dos rubis.
28:19 Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode avaliar por ouro puro.
28:20 Donde, pois, vem a sabedoria, e onde está o lugar da inteligência?
28:21 Pois está encoberta aos olhos de todo o vivente, e oculta às aves do céu.
28:22 A perdição e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama.
28:23 Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar.
28:24 Porque ele vê as extremidades da terra; e vê tudo o que há debaixo dos céus.
28:25 Quando deu peso ao vento, e tomou a medida das águas;
28:26 Quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões;
28:27 Então a viu e relatou; estabeleceu-a, e também a esquadrinhou.
28:28 E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência.
29:1 E PROSSEGUIU Jó no seu discurso, dizendo:
29:2 Ah! quem me dera ser como eu fui nos meses passados, como nos dias em que Deus me guardava!
29:3 Quando fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça e quando eu pela sua luz caminhava pelas trevas.
29:4 Como fui nos dias da minha mocidade, quando o segredo de Deus estava sobre a minha tenda;
29:5 Quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos em redor de mim.
29:6 Quando lavava os meus passos na manteiga, e da rocha me corriam ribeiros de azeite;
29:7 Quando eu saía para a porta da cidade, e na rua fazia preparar a minha cadeira,
29:8 Os moços me viam, e se escondiam, e até os idosos se levantavam e se punham em pé;
29:9 Os príncipes continham as suas palavras, e punham a mão sobre a sua boca;
29:10 A voz dos nobres se calava, e a sua língua apegava-se ao seu paladar.
29:11 Ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim;
29:12 Porque eu livrava o miserável, que clamava, como também o órfão que não tinha quem o socorresse.
29:13 A bênção do que ia perecendo vinha sobre mim, e eu fazia que rejubilasse o coração da viúva.
29:14 Vestia-me da justiça, e ela me servia de vestimenta; como manto e diadema era a minha justiça.
29:15 Eu me fazia de olhos para o cego, e de pés para o coxo.
29:16 Dos necessitados era pai, e as causas de que eu não tinha conhecimento inquiria com diligência.
29:17 E quebrava os queixos do perverso, e dos seus dentes tirava a presa.
29:18 E dizia: No meu ninho expirarei, e multiplicarei os meus dias como a areia.
29:19 A minha raiz se estendia junto às águas, e o orvalho permanecia sobre os meus ramos;
29:20 A minha honra se renovava em mim, e o meu arco se reforçava na minha mão.
29:21 Ouviam-me e esperavam, e em silêncio atendiam ao meu conselho.
29:22 Havendo eu falado, não replicavam, e minhas razões destilavam sobre eles;
29:23 Porque me esperavam, como à chuva; e abriam a sua boca, como à chuva tardia.
29:24 Se eu ria para eles, não o criam, e a luz do meu rosto não faziam abater;
29:25 Eu escolhia o seu caminho, assentava-me como chefe, e habitava como rei entre as suas tropas; como aquele que consola os que pranteiam.
30:1 AGORA, porém, se riem de mim os de menos idade do que eu, cujos pais eu teria desdenhado de pôr com os cães do meu rebanho.
30:2 De que também me serviria a força das mãos daqueles, cujo vigor se tinha esgotado?
30:3 De míngua e fome se debilitaram; e recolhiam-se para os lugares secos, tenebrosos, assolados e desertos.
30:4 Apanhavam malvas junto aos arbustos, e o seu mantimento eram as raízes dos zimbros.
30:5 Do meio dos homens eram expulsos, e gritavam contra eles, como contra o ladrão;
30:6 Para habitarem nos barrancos dos vales, e nas cavernas da terra e das rochas.
30:7 Bramavam entre os arbustos, e ajuntavam-se debaixo das urtigas.
30:8 Eram filhos de doidos, e filhos de gente sem nome, e da terra foram expulsos.
30:9 Agora, porém, sou a sua canção, e lhes sirvo de provérbio.
30:10 Abominam-me, e fogem para longe de mim, e no meu rosto não se privam de cuspir.
30:11 Porque Deus desatou a sua corda, e me oprimiu, por isso sacudiram de si o freio perante o meu rosto.
30:12 À direita se levantam os moços; empurram os meus pés, e preparam contra mim os seus caminhos de destruição.
30:13 Desbaratam-me o caminho; promovem a minha miséria; contra eles não há ajudador.
30:14 Vêm contra mim como por uma grande brecha, e revolvem-se entre a assolação.
30:15 Sobrevieram-me pavores; como vento perseguem a minha honra, e como nuvem passou a minha felicidade.
30:16 E agora derrama-se em mim a minha alma; os dias da aflição se apoderaram de mim.
30:17 De noite se me traspassam os meus ossos, e os meus nervos não descansam.
30:18 Pela grandeza do meu mal está desfigurada a minha veste, que, como a gola da minha túnica, me cinge.
30:19 Lançou-me na lama, e fiquei semelhante ao pó e à cinza.
30:20 Clamo a ti, porém, tu não me respondes; estou em pé, porém, para mim não atentas.
30:21 Tornaste-te cruel contra mim; com a força da tua mão resistes violentamente.
30:22 Levantas-me sobre o vento, fazes-me cavalgar sobre ele, e derretes-me o ser.
30:23 Porque eu sei que me levarás à morte e à casa do ajuntamento determinada a todos os viventes.
30:24 Porém não estenderá a mão para o túmulo, ainda que eles clamem na sua destruição.
30:25 Porventura não chorei sobre aquele que estava aflito, ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado?
30:26 Todavia aguardando eu o bem, então me veio o mal, esperando eu a luz, veio a escuridão.
30:27 As minhas entranhas fervem e não estão quietas; os dias da aflição me surpreendem.
30:28 Denegrido ando, porém não do sol; levantando-me na congregação, clamo por socorro.
30:29 Irmão me fiz dos chacais, e companheiro dos avestruzes.
30:30 Enegreceu-se a minha pele sobre mim, e os meus ossos estão queimados do calor.
30:31 A minha harpa se tornou em luto, e o meu órgão em voz dos que choram.
31:1 FIZ aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?
31:2 Que porção teria eu do Deus lá de cima, ou que herança do Todo-Poderoso desde as alturas?
31:3 Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que praticam iniqüidade?
31:4 Ou não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos?
31:5 Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano
31:6 (Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade),
31:7 Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa,
31:8 Então semeie eu e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz.
31:9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições à porta do meu próximo,
31:10 Então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela,
31:11 Porque é uma infâmia, e é delito pertencente aos juízes.
31:12 Porque é fogo que consome até à perdição, e desarraigaria toda a minha renda.
31:13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo;
31:14 Então que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia?
31:15 Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre?
31:16 Se retive o que os pobres desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva,
31:17 Ou se, sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele
31:18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e fui o guia da viúva desde o ventre de minha mãe),
31:19 Se alguém vi perecer por falta de roupa, e ao necessitado por não ter coberta,
31:20 Se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros,
31:21 Se eu levantei a minha mão contra o órfão, porquanto na porta via a minha ajuda,
31:22 Então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço do osso.
31:23 Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza.
31:24 Se no ouro pus a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;
31:25 Se me alegrei de que era muita a minha riqueza, e de que a minha mão tinha alcançado muito;
31:26 Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa,
31:27 E o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão,
31:28 Também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria a Deus que está lá em cima.
31:29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se exultei quando o mal o atingiu
31:30 (Também não deixei pecar a minha boca, desejando a sua morte com maldição);
31:31 Se a gente da minha tenda não disse: Ah! quem nos dará da sua carne? Nunca nos fartaríamos dela.
31:32 O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante.
31:33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio;
31:34 Porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, e eu me calei, e não saí da porta;
31:35 Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu desejo é que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro.
31:36 Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria por coroa.
31:37 O número dos meus passos lhe mostraria; como príncipe me chegaria a ele.
31:38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem,
31:39 Se comi os seus frutos sem dinheiro, e sufoquei a alma dos seus donos,
31:40 Por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Jó.
32:1 ENTÃO aqueles três homens cessaram de responder a Jó; porque era justo aos seus próprios olhos.
32:2 E acendeu-se a ira de Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão; contra Jó se acendeu a sua ira, porque se justificava a si mesmo, mais do que a Deus.
32:3 Também a sua ira se acendeu contra os seus três amigos, porque, não achando que responder, todavia condenavam a Jó.
32:4 Eliú, porém, esperou para falar a Jó, porquanto tinham mais idade do que ele.
32:5 Vendo, pois, Eliú que já não havia resposta na boca daqueles três homens, a sua ira se acendeu.
32:6 E respondeu Eliú, filho de Baraquel, o buzita, dizendo: Eu sou de menos idade, e vós sois idosos; receei-me e temi de vos declarar a minha opinião.
32:7 Dizia eu: Falem os dias, e a multidão dos anos ensine a sabedoria.
32:8 Na verdade, há um espírito no homem, e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido.
32:9 Os grandes não são os sábios, nem os velhos entendem o que é direito.
32:10 Assim digo: Dai-me ouvidos, e também eu declararei a minha opinião.
32:11 Eis que aguardei as vossas palavras, e dei ouvidos às vossas considerações, até que buscásseis razões.
32:12 Atentando, pois, para vós, eis que nenhum de vós há que possa convencer a Jó, nem que responda às suas razões;
32:13 Para que não digais: Achamos a sabedoria; Deus o derrubou, e não homem algum.
32:14 Ora ele não dirigiu contra mim palavra alguma, nem lhe responderei com as vossas palavras.
32:15 Estão pasmados, não respondem mais, faltam-lhes as palavras.
32:16 Esperei, pois, mas não falam; porque já pararam, e não respondem mais.
32:17 Também eu responderei pela minha parte; também eu declararei a minha opinião.
32:18 Porque estou cheio de palavras; o meu espírito me constrange.
32:19 Eis que dentro de mim sou como o mosto, sem respiradouro, prestes a arrebentar, como odres novos.
32:20 Falarei, para que ache alívio; abrirei os meus lábios, e responderei.
32:21 Que não faça eu acepção de pessoas, nem use de palavras lisonjeiras com o homem!
32:22 Porque não sei usar de lisonjas; em breve me levaria o meu Criador.
33:1 ASSIM, na verdade, ó Jó, ouve as minhas razões, e dá ouvidos a todas as minhas palavras.
33:2 Eis que já abri a minha boca; já falou a minha língua debaixo do meu paladar.
33:3 As minhas razões provam a sinceridade do meu coração, e os meus lábios proferem o puro saber.
33:4 O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida.
33:5 Se podes, responde-me, põe em ordem as tuas razões diante de mim, e apresenta-te.
33:6 Eis que vim de Deus, como tu; do barro também eu fui formado.
33:7 Eis que não te perturbará o meu terror, nem será pesada sobre ti a minha mão.
33:8 Na verdade tu falaste aos meus ouvidos; e eu ouvi a voz das tuas palavras. Dizias:
33:9 Limpo estou, sem transgressão; puro sou, e não tenho iniqüidade.
33:10 Eis que procura pretexto contra mim, e me considera como seu inimigo.
33:11 Põe no tronco os meus pés, e observa todas as minhas veredas.
33:12 Eis que nisso não tens razão; eu te respondo; porque maior é Deus do que o homem.
33:13 Por que razão contendes com ele, sendo que não responde acerca de todos os seus feitos?
33:14 Antes Deus fala uma e duas vezes; porém ninguém atenta para isso.
33:15 Em sonho ou em visão noturna, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama.
33:16 Então o revela ao ouvido dos homens, e lhes sela a sua instrução,
33:17 Para apartar o homem daquilo que faz, e esconder do homem a soberba.
33:18 Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada.
33:19 Também na sua cama é castigado com dores; e com incessante contenda nos seus ossos;
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Versão "João Ferreira de Almeida Atualizada"