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Antigo Testamento

17:10 Mas, na verdade, tornai todos vós e vinde; porque sábio nenhum acharei entre vós.
17:11 Os meus dias passaram, e malograram os meus propósitos, as aspirações do meu coração.
17:12 Trocaram a noite em dia; a luz está perto do fim, por causa das trevas.
17:13 Se eu esperar, a sepultura será a minha casa; nas trevas estenderei a minha cama.
17:14 À corrupção clamo: Tu és meu pai; e aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã.
17:15 Onde, pois, estaria agora a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?
17:16 As barras da sepultura descerão quando juntamente no pó teremos descanso.
18:1 ENTÃO respondeu Bildade, o suíta, e disse:
18:2 Até quando poreis fim às palavras? Considerai bem, e então falaremos.
18:3 Por que somos tratados como animais, e como imundos aos vossos olhos?
18:4 Oh tu, que despedaças a tua alma na tua ira, será a terra deixada por tua causa? Remover-se-ão as rochas do seu lugar?
18:5 Na verdade, a luz dos ímpios se apagará, e a chama do seu fogo não resplandecerá.
18:6 A luz se escurecerá nas suas tendas, e a sua lâmpada sobre ele se apagará.
18:7 Os seus passos firmes se estreitarão, e o seu próprio conselho o derrubará.
18:8 Porque por seus próprios pés é lançado na rede, e andará nos fios enredados.
18:9 O laço o apanhará pelo calcanhar, e a armadilha o prenderá.
18:10 Está escondida debaixo da terra uma corda, e uma armadilha na vereda.
18:11 Os assombros o espantarão de todos os lados, e o perseguirão a cada passo.
18:12 Será faminto o seu vigor, e a destruição está pronta ao seu lado.
18:13 Serão devorados os membros do seu corpo; sim, o primogênito da morte devorará os seus membros.
18:14 A sua confiança será arrancada da sua tenda, onde está confiado, e isto o fará caminhar para o rei dos terrores.
18:15 Morará na sua mesma tenda, o que não lhe pertence; espalhar-se-á enxofre sobre a sua habitação.
18:16 Por baixo se secarão as suas raízes e por cima serão cortados os seus ramos.
18:17 A sua memória perecerá da terra, e pelas praças não terá nome.
18:18 Da luz o lançarão nas trevas, e afugentá-lo-ão do mundo.
18:19 Não terá filho nem neto entre o seu povo, e nem quem lhe suceda nas suas moradas.
18:20 Do seu dia se espantarão os do ocidente, assim como se espantam os do oriente.
18:21 Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o lugar do que não conhece a Deus.
19:1 RESPONDEU, porém, Jó, dizendo:
19:2 Até quando afligireis a minha alma, e me quebrantareis com palavras?
19:3 Já dez vezes me vituperastes; não tendes vergonha de injuriar-me.
19:4 Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.
19:5 Se deveras vos quereis engrandecer contra mim, e argüir-me pelo meu opróbrio,
19:6 Sabei agora que Deus é o que me transtornou, e com a sua rede me cercou.
19:7 Eis que clamo: Violência! Porém não sou ouvido. Grito: Socorro! Porém não há justiça.
19:8 O meu caminho ele entrincheirou, e já não posso passar, e nas minhas veredas pôs trevas.
19:9 Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça.
19:10 Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou a minha esperança, como a uma árvore.
19:11 E fez inflamar contra mim a sua ira, e me reputou para consigo, como a seus inimigos.
19:12 Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda.
19:13 Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos se apartaram de mim.
19:14 Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
19:15 Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos.
19:16 Chamei a meu criado, e ele não me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha própria boca.
19:17 O meu hálito se fez estranho à minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo.
19:18 Até os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim.
19:19 Todos os homens da minha confidência me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.
19:20 Os meus ossos se apegaram à minha pele e à minha carne, e escapei só com a pele dos meus dentes.
19:21 Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou.
19:22 Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne não vos fartais?
19:23 Quem me dera agora, que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas num livro!
19:24 E que, com pena de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha.
19:25 Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
19:26 E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,
19:27 Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior.
19:28 Na verdade, que devíeis dizer: Por que o perseguimos? Pois a raiz da acusação se acha em mim.
19:29 Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que há um juízo.
20:1 ENTÃO respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
20:2 Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso.
20:3 Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim.
20:4 Porventura não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra,
20:5 O júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas momentânea?
20:6 Ainda que a sua altivez suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens.
20:7 Contudo, como o seu próprio esterco, perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está?
20:8 Como um sonho voará, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite.
20:9 O olho, que já o viu, jamais o verá, nem o seu lugar o verá mais.
20:10 Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restituirão os seus bens.
20:11 Os seus ossos estão cheios do vigor da sua mocidade, mas este se deitará com ele no pó.
20:12 Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua língua,
20:13 E o guarde, e não o deixe, antes o retenha no seu paladar,
20:14 Contudo a sua comida se mudará nas suas entranhas; fel de áspides será interiormente.
20:15 Engoliu riquezas, porém vomitá-las-á; do seu ventre Deus as lançará.
20:16 Veneno de áspides sorverá; língua de víbora o matará.
20:17 Não verá as correntes, os rios e os ribeiros de mel e manteiga.
20:18 Restituirá o seu trabalho, e não o engolirá; conforme ao poder de sua mudança, e não saltará de gozo.
20:19 Porquanto oprimiu e desamparou os pobres, e roubou a casa que não edificou.
20:20 Porquanto não sentiu sossego no seu ventre; nada salvará das coisas por ele desejadas.
20:21 Nada lhe sobejará do que coma; por isso as suas riquezas não durarão.
20:22 Sendo plena a sua abastança, estará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele.
20:23 Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, e a fará chover sobre ele quando for comer.
20:24 Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de bronze o atravessará.
20:25 Desembainhará a espada que sairá do seu corpo, e resplandecendo virá do seu fel; e haverá sobre ele assombros.
20:26 Toda a escuridão se ocultará nos seus esconderijos; um fogo não assoprado o consumirá, irá mal com o que ficar na sua tenda.
20:27 Os céus manifestarão a sua iniqüidade; e a terra se levantará contra ele.
20:28 As riquezas de sua casa serão transportadas; no dia da sua ira todas se derramarão.
20:29 Esta, da parte de Deus, é a porção do homem ímpio; esta é a herança que Deus lhe decretou.
21:1 RESPONDEU, porém, Jó, dizendo:
21:2 Ouvi atentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolação.
21:3 Sofrei-me, e eu falarei; e havendo eu falado, zombai.
21:4 Porventura eu me queixo de algum homem? Porém, ainda que assim fosse, por que não se angustiaria o meu espírito?
21:5 Olhai para mim, e pasmai; e ponde a mão sobre a boca.
21:6 Porque, quando me lembro disto me perturbo, e a minha carne é sobressaltada de horror.
21:7 Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se robustecem em poder?
21:8 A sua descendência se estabelece com eles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos.
21:9 As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles.
21:10 O seu touro gera, e não falha; pare a sua vaca, e não aborta.
21:11 Fazem sair as suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando.
21:12 Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som do órgão.
21:13 Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem à sepultura.
21:14 E, todavia, dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.
21:15 Quem é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?
21:16 Vede, porém, que a prosperidade não está nas mãos deles; esteja longe de mim o conselho dos ímpios!
21:17 Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? E Deus na sua ira lhes reparte dores!
21:18 Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.
21:19 Deus guarda a sua violência para seus filhos, e dá-lhe o pago, para que o conheça.
21:20 Seus olhos verão a sua ruína, e ele beberá do furor do Todo-Poderoso.
21:21 Por que, que prazer teria na sua casa, depois de morto, cortando-se-lhe o número dos seus meses?
21:22 Porventura a Deus se ensinaria ciência, a ele que julga os excelsos?
21:23 Um morre na força da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranqüilo.
21:24 Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida.
21:25 E outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.
21:26 Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem.
21:27 Eis que conheço bem os vossos pensamentos; e os maus intentos com que injustamente me fazeis violência.
21:28 Porque direis: Onde está a casa do príncipe, e onde a tenda em que moravam os ímpios?
21:29 Porventura não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis os seus sinais,
21:30 Que o mau é preservado para o dia da destruição; e arrebatado no dia do furor?
21:31 Quem acusará diante dele o seu caminho, e quem lhe dará o pago do que faz?
21:32 Finalmente é levado à sepultura, e vigiam-lhe o túmulo.
21:33 Os torrões do vale lhe são doces, e o seguirão todos os homens; e adiante dele foram inumeráveis.
21:34 Como, pois, me consolais com vaidade? Pois nas vossas respostas ainda resta a transgressão.
22:1 ENTÃO respondeu Elifaz, o temanita, dizendo:
22:2 Porventura será o homem de algum proveito a Deus? Antes a si mesmo o prudente será proveitoso.
22:3 Ou tem o Todo-Poderoso prazer em que tu sejas justo, ou algum lucro em que tu faças perfeitos os teus caminhos?
22:4 Ou te repreende, pelo temor que tem de ti, ou entra contigo em juízo?
22:5 Porventura não é grande a tua malícia, e sem termo as tuas iniqüidades?
22:6 Porque sem causa penhoraste a teus irmãos, e aos nus despojaste as vestes.
22:7 Não deste ao cansado água a beber, e ao faminto retiveste o pão.
22:8 Mas para o poderoso era a terra, e o homem tido em respeito habitava nela.
22:9 As viúvas despediste vazias, e os braços dos órfãos foram quebrados.
22:10 Por isso é que estás cercado de laços, e te perturba um pavor repentino,
22:11 Ou trevas em que nada vês, e a abundância de águas que te cobre.
22:12 Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das estrelas; quão elevadas estão.
22:13 E dizes: que sabe Deus? Porventura julgará ele através da escuridão?
22:14 As nuvens são esconderijo para ele, para que não veja; e passeia pelo circuito dos céus.
22:15 Porventura queres guardar a vereda antiga, que pisaram os homens iníquos?
22:16 Eles foram arrebatados antes do seu tempo; sobre o seu fundamento um dilúvio se derramou.
22:17 Diziam a Deus: Retira-te de nós. E: Que foi que o Todo-Poderoso nos fez?
22:18 Contudo ele encheu de bens as suas casas; mas o conselho dos ímpios esteja longe de mim.
22:19 Os justos o vêem, e se alegram, e o inocente escarnece deles.
22:20 Porquanto o nosso adversário não foi destruído, mas o fogo consumiu o que restou deles.
22:21 Apega-te, pois, a ele, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem.
22:22 Aceita, peço-te, a lei da sua boca, e põe as suas palavras no teu coração.
22:23 Se te voltares ao Todo-Poderoso, serás edificado; se afastares a iniqüidade da tua tenda,
22:24 E deitares o teu tesouro no pó, e o ouro de Ofir nas pedras dos ribeiros,
22:25 Então o Todo-Poderoso será o teu tesouro, e a tua prata acumulada.
22:26 Porque então te deleitarás no Todo-Poderoso, e levantarás o teu rosto para Deus.
22:27 Orarás a ele, e ele te ouvirá, e pagarás os teus votos.
22:28 Determinarás tu algum negócio, e ser-te-á firme, e a luz brilhará em teus caminhos.
22:29 Quando te abaterem, então tu dirás: Haja exaltação! E Deus salvará ao humilde.
22:30 E livrará até ao que não é inocente; porque será libertado pela pureza de tuas mãos.
23:1 RESPONDEU, porém, Jó, dizendo:
23:2 Ainda hoje a minha queixa está em amargura; a minha mão pesa sobre meu gemido.
23:3 Ah, se eu soubesse onde o poderia achar! Então me chegaria ao seu tribunal.
23:4 Exporia ante ele a minha causa, e a minha boca encheria de argumentos.
23:5 Saberia as palavras com que ele me responderia, e entenderia o que me dissesse.
23:6 Porventura segundo a grandeza de seu poder contenderia comigo? Não: ele antes me atenderia.
23:7 Ali o reto pleitearia com ele, e eu me livraria para sempre do meu Juiz.
23:8 Eis que se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo.
23:9 Se opera à esquerda, não o vejo; se se encobre à direita, não o diviso.
23:10 Porém ele sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro.
23:11 Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele.
23:12 Do preceito de seus lábios nunca me apartei, e as palavras da sua boca guardei mais do que a minha porção.
23:13 Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem então o desviará? O que a sua alma quiser, isso fará.
23:14 Porque cumprirá o que está ordenado a meu respeito, e muitas coisas como estas ainda tem consigo.
23:15 Por isso me perturbo perante ele, e quando isto considero, temo-me dele.
23:16 Porque Deus macerou o meu coração, e o Todo-Poderoso me perturbou.
23:17 Porquanto não fui desarraigado por causa das trevas, e nem encobriu o meu rosto com a escuridão.
24:1 VISTO que do Todo-Poderoso não se encobriram os tempos, por que, os que o conhecem, não vêem os seus dias?
24:2 Até os limites removem; roubam os rebanhos, e os apascentam.
24:3 Do órfão levam o jumento; tomam em penhor o boi da viúva.
24:4 Desviam do caminho os necessitados; e os pobres da terra juntos se escondem.
24:5 Eis que, como jumentos monteses no deserto, saem à sua obra, madrugando para a presa; a campina dá mantimento a eles e aos seus filhos.
24:6 No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do ímpio.
24:7 Ao nu fazem passar a noite sem roupa, não tendo ele coberta contra o frio.
24:8 Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas.
24:9 Ao orfãozinho arrancam dos peitos, e tomam o penhor do pobre.
24:10 Fazem com que os nus vão sem roupa e aos famintos tiram as espigas.
24:11 Dentro das suas paredes espremem o azeite; pisam os lagares, e ainda têm sede.
24:12 Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e contudo Deus lho não imputa como loucura.
24:13 Eles estão entre os que se opõem à luz; não conhecem os seus caminhos, e não permanecem nas suas veredas.
24:14 De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão.
24:15 Assim como o olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: Não me verá olho nenhum; e oculta o rosto,
24:16 Nas trevas minam as casas, que de dia se marcaram; não conhecem a luz.
24:17 Porque a manhã para todos eles é como sombra de morte; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte.
24:18 É ligeiro sobre a superfície das águas; maldita é a sua parte sobre a terra; não volta pelo caminho das vinhas.
24:19 A secura e o calor desfazem as águas da neve; assim desfará a sepultura aos que pecaram.
24:20 A madre se esquecerá dele, os vermes o comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança dele; e a iniqüidade se quebrará como uma árvore.
24:21 Aflige à estéril que não dá à luz, e à viúva não faz bem.
24:22 Até aos poderosos arrasta com a sua força; se ele se levanta, não há vida segura.
24:23 Se Deus lhes dá descanso, estribam-se nisso; seus olhos porém estão nos caminhos deles.
24:24 Por um pouco se exaltam, e logo desaparecem; são abatidos, encerrados como todos os demais; e cortados como as cabeças das espigas.
24:25 Se agora não é assim, quem me desmentirá e desfará as minhas razões?
25:1 ENTÃO respondeu Bildade, o suíta, e disse:
25:2 Com ele estão domínio e temor; ele faz paz nas suas alturas.
25:3 Porventura têm número as suas tropas? E sobre quem não se levanta a sua luz?
25:4 Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?
25:5 Eis que até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos seus olhos.
25:6 E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um vermezinho!
26:1 JÓ, porém, respondeu, dizendo:
26:2 Como ajudaste aquele que não tinha força, e sustentaste o braço que não tinha vigor?
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Versão "João Ferreira de Almeida Atualizada"